
Parceria entre Embrapii e CNPq vai capacitar pesquisadores dos INCTs para o mercado
09/06/2026
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12/06/2026Com aporte de R$ 3,9 milhões da Fapeg, estrutura de contenção máxima elimina gargalo histórico e acelera a pesquisa científica em saúde pública no Estado
A pesquisa científica e a saúde pública de Goiás alcançaram um patamar inédito de segurança e inovação. No dia 3 de junho, a Universidade Federal de Goiás (UFG) inaugurou o primeiro Laboratório Multiusuário de Nível de Biossegurança 3 (NB3) do Estado. Viabilizada por um investimento de R$ 3,9 milhões do Governo de Goiás, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), a nova estrutura foi instalada no Centro Multiusuário de Pesquisa de Bioinsumos e Tecnologias em Saúde (CMBiotecs) do IPTSP/UFG, em Goiânia. O espaço já conta com a validação oficial e o alvará de funcionamento emitido pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
A chegada do NB3 resolve uma lacuna histórica na ciência goiana. Até então, a falta de um ambiente de contenção máxima impedia que cientistas locais manipulassem microrganismos de alto risco. Na prática, isso paralisava o avanço de estudos regionais sobre patologias complexas e de grande impacto social, como a Covid-19, HIV, tuberculose, leishmaniose e a paracoccidioidomicose (PCM). Com a nova área isolada, os pesquisadores poderão investigar de forma segura vírus, bactérias e fungos altamente infecciosos, expandindo as fronteiras do conhecimento em biotecnologia, ciências agrárias, biológicas e da saúde.
Mais do que um centro de excelência acadêmica, o laboratório funciona como um escudo estratégico para a população. A estrutura eleva drasticamente a capacidade do Estado de monitorar doenças emergentes, desenvolver tecnologias médicas e formular respostas rápidas e coordenadas diante de surtos, epidemias e futuras ameaças sanitárias. Segundo a coordenação do NB3 e a presidência da Fapeg, o projeto reposiciona Goiás na vanguarda científica nacional, criando o ecossistema perfeito para atrair investimentos, firmar parcerias globais e reter talentos que antes precisavam deixar o Estado para conduzir investigações de alta complexidade.






