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15/05/2025
“IoT está transformando a indústria”, afirma presidente da ABIPTI
20/05/2025Um estudo recente realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que o Brasil está em último lugar do ranking de competitividade industrial, entre os 18 países que competem no mercado internacional. As comparações foram feitas com Coreia do Sul, Países Baixos, Canadá, Reino Unido, China, Alemanha, Itália, Espanha, Rússia, EUA, Turquia, Chile, Índia, Argentina, Peru, Colômbia e México.
O estudo considerou oito fatores que afetam o desempenho das empresas, e os três aspectos que mais contribuíram negativamente foram ambiente econômico, desenvolvimento humano e trabalho e educação.
Para Carlos Eduardo Ribas, vice-presidente da ABIPTI pela região Sul, o estudo é um chamado à ação, que se desdobra sobre todos os setores da economia brasileira e, apesar dos resultados não satisfatórios, indica caminhos para melhoria da competitividade industrial.
“A última posição no ranking é um indicativo claro de que é necessário um esforço conjunto para superar os obstáculos e promover um ambiente mais favorável ao crescimento e inovação industrial, transformar o setor e alcançar uma posição mais competitiva no cenário global”, ponderou.
Os principais resultados do estudo destacam os pontos fortes e fracos do Brasil em comparação com outros países. Enquanto alguns países mostraram grande avanço em áreas como educação, inovação e infraestrutura, o Brasil apresentou dificuldades significativas, especialmente em termos de ambiente de negócios ficando muito aquém no aspecto educacional e por consequência na força de trabalho. Precisamos investir numa educação de base mais qualificada visando o desenvolvimento humano.
“Para que haja atração de investimentos, é fundamental que exista um ambiente de negócios favorável, que proporcione segurança jurídica, força de trabalho de alto nível e uma carga tributária justa. Estes são os grandes pontos de atenção para o Brasil. Se quisermos apoiar e fomentar o crescimento industrial em meio a um ambiente favorável de fato, são estes os pontos que devemos priorizar e que hoje dificultam a competitividade das empresas nacionais”, avaliou Ribas.
De acordo com Diego Menezes, presidente da ABIPTI, as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) são pilares estratégicos para impulsionar a inovação e promover o crescimento econômico da indústria nacional e estão prontas para contribuir em áreas críticas apontadas pelo estudo, apoiando na formação e capacitação de pessoas e no desenvolvimento de produtos e soluções para o mercado.
“Com uma abordagem interdisciplinar e colaborativa, as ICTs são responsáveis por uma quantidade significativa de P&D no setor industrial, incluindo a manufatura avançada, a biotecnologia, a nanotecnologia e a energia renovável. Elas desenvolvem novas tecnologias e processos que aumentam a eficiência, reduzem custos e melhoram a qualidade dos produtos industriais e, consequentemente, a capacidade de competir lá fora”, ressaltou.
O estudo deixa claro ainda que para o Brasil se tornar mais competitivo é preciso realizar reformas significativas e investir em áreas estratégicas e críticas como, educação técnica, capacitação profissional, formação de pesquisadores, inovação tecnológica, infraestrutura de inovação, entre outras.
“São exatamente em áreas críticas que as ICTs atuam, impulsionando a fronteira do conhecimento e dispondo de diversos ativos que podem ser aproveitados pelas indústrias brasileiras para se tornarem mais competitivas no mercado e melhorar a qualidade de vida em todo o mundo”, concluiu Diego Menezes.






