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10/05/2025A Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI) participou nesta quarta-feira (8) do 1º Seminário Deep Techs Brasil, promovido pela Finep no Rio de Janeiro, reunindo cerca de 20 instituições para discutir estratégias e desafios relacionadas às deep techs no país.
Durante o evento, as instituições assinaram um protocolo de intenções para a criação de políticas públicas em prol da deep techs, fortalecendo o compromisso conjunto com o desenvolvimento de empresas intensivas em ciência.

Diego Menezes e Júlio Cesar Félix, ex-presidente da ABIPTI
Para Diego Menezes, presidente da ABIPTI, o seminário visa impulsionar a inovação e o desenvolvimento de tecnologias avançadas no Brasil e representa um passo importante para o setor.
“As Deep Techs representam uma fronteira estratégica da inovação, unindo ciência de ponta e tecnologia de alto impacto para resolver desafios complexos da sociedade. São empresas intensivas em conhecimento, que nascem da pesquisa científica e têm potencial transformador, sobretudo, em áreas como saúde, energia, agro, meio ambiente e defesa”, afirmou.
O presidente da ABIPTI elogiou a iniciativa da Finep em promover o evento, ressaltando que a iniciativa é fundamental para fortalecer o ecossistema de inovação e a colaboração entre instituições brasileiras.
“A realização do seminário sobre DeepTechs, liderado pela Finep sob a coordenação do Chefe de Gabinete, Fernado Peregrino, marca um passo histórico, e trata-se de uma iniciativa fundamental para dar visibilidade ao setor, promover o diálogo entre governo, academia e setor produtivo e, em especial, construir as bases de uma política pública voltada especificamente para o fortalecimento dessas empresa”, destacou Diego Menezes.
Fernando Peregrino, chefe de gabinete da Finep, deu as boas-vindas às instituições presentes no seminário e ressaltou que elas passarão a ser os agentes formuladores das políticas públicas às deep techs nas mais diversas experiências de atuação.
“São os agentes portadores de tecnologias disruptivas que o Brasil precisa dominar e implementar e transformar em bens e serviços. A razão é essa: deep techs são empresas que nascem, ou não, nos laboratórios, mas que têm tecnologias que ainda precisam ser desenvolvidas para se transformar num bem ou serviço para a sociedade”,
Durante a abertura do seminário, Celso Pansera, presidente da Finep, destacou a importância histórica das deep techs na evolução da inovação no Brasil e seu potencial transformador.
“As deep techs representam a vanguarda da inovação e precisam estar no centro da estratégia de neoindustrialização do país, criando novas oportunidades, fortalecendo a economia e promovendo o desenvolvimento sustentável”, ressaltou .
Já José Gordon, Diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, lembrou que a colaboração das instituições no debate foi necessária na elaboração das políticas públicas para o setor.
“A articulação entre atores públicos e privados é essencial para transformar conhecimento em desenvolvimento, fornecendo soluções para problemas cotidianos, gerando emprego e melhorando a qualidade de vida da população”, constatou.
O diretor do BNDES ressaltou também que se o Brasil quer ir pra frente e estimular a inovação é preciso olhar para as deep techs, e é isso que tem sido feito no âmbito da Nova Indústria Brasil.
“Para isso já tivemos a primeira ação sendo colocada que foi o fundo BNDES, Finep e Instituto Butantan, voltados para as deep techs na área de saúde no valor que deve chegar a R$ 250 bilhões inicialmente, para que a gente possa apoiar as empresa de saúde que são tão estratégicas e tem um grande potencial”, concluiu.
O seminário integra os desdobramentos da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5ª CNCTI) e contou com instituições como ABIPTI, ANPROTEC, CGEE, Embrapii, Confies, Abstartups, ABDE, Emerge, Wylinka, entre outras. O evento reafirma o papel da Finep como articuladora de uma política nacional robusta para o setor e teve a participação de 200 pessoas de forma presencial e cerca de 400 online.






