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20/10/2025“União de empresas com a educação superior: ciência e tecnologia na prática”, foi o tema
O presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI), Diego Menezes, e o vice-presidente pela região Nordeste, Paulo do Eirado, participaram da abertura do IV Congresso Internacional de Educação Empreendedora e Cidadania (CiEECi) 2025, que aconteceu em Aracajú, de 16 a 18 de outubro.
No segundo dia de discussões, os representantes da ABIPTI foram os painelistas do debate sobre “União de empresas com a educação superior: ciência e tecnologia na prática”, moderado por Carla Almeida, gestora do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec).
Em uma relação direta, Paulo do Eirado falou sobre dois mundos com o mesmo propósito: empreendedorismo e pesquisa.
“Quando discutimos empreendedorismo, muitas vezes não percebemos que estamos tratando do mesmo fenômeno que caracteriza a pesquisa acadêmica. Fazer pesquisa é sim empreender. É uma jornada de construção e realização que mira na inovação e no progresso. Contudo, há uma percepção comum de que o universo acadêmico e o empresarial/econômico pertencem a esferas distintas, o que cria barreiras ao desenvolvimento do país”, destacou.
Diego Menezes exibiu durante sua apresentação, os rankings dos países em termos de produção científica, em que o Brasil ocupa a 13ª posição, e o 52º lugar no índice global de inovação, caindo duas posições no ranking de 2024 quando comparado a 2023. Para Menezes uma das alternativas para o Brasil ampliar o posicionamento em inovação é o apoio estratégico aos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs).
“Os ICTs desempenham um papel vital entre o conhecimento acadêmico e sua aplicação prática no mercado, com o desenvolvimento de soluções tecnológicas que abordam problemas locais. Os institutos ajudam a melhorar a qualidade de vida da população, importante para um país que busca equilibrar crescimento econômico com inclusão social. Portanto, os ICTs no Brasil não são apenas centros de inovação, mas também agentes de transformação social”, pontuou.
Menezes destacou ainda oportunidades criadas pelo governo, para incentivar o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação (CT&I), a exemplo o descontingenciamento dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). “O FNDCT é determinante para impulsionar a CT&I, áreas fundamentais para o desenvolvimento sustentável, competitivo e soberano do país”, completou.
Em outra abordagem, Diego Menezes, que é membro do Comitê de Ciência, Tecnologia e Inovação do Conselho Nacional da Educação (CNE), apresentou as diretrizes formuladas pelo CNE que visam redefinir o futuro do sistema educacional do país ao propor a inclusão da ciência, tecnologia e inovação como um eixo estruturante do currículo nacional brasileiro.
“Estamos propondo a introdução curricular obrigatória da ciência, tecnologia e inovação, desde o ensino fundamental até o doutorado, que é o último nível de formação. Com isso, nós queremos não apenas formar usuários da tecnologia, mas protagonistas no desenvolvimento e na inovação do país”, disse.
Assista ao painel: www.youtube.com/watch?v=euKCBKqWsoc
IV CiEECi
O evento que trouxe o tema ‘Construindo Pontes com os Municípios Empreendedores’, colocou em pauta a colaboração entre ciência, tecnologia e educação como ponto fundamental para impulsionar o desenvolvimento econômico e social.
“O desenvolvimento de novas tecnologias e soluções, aumenta a competitividade das indústrias e economias locais e nacionais. A educação de qualidade, aliada a avanços científicos e tecnológicos, forma pessoas para o mercado de trabalho. Parcerias entre instituições acadêmicas, centros de pesquisa e a indústria facilitam a transferência de conhecimento, acelerando o processo de inovação, e a integração dos ambientes propícios para o empreendedorismo, incentivando o surgimento de ICTs, startups, deep techs, parques tecnológicos e outros ecossistemas de inovação”, ressaltou Diego Menezes.
Organizado pela Universidade Aberta (UAb), de Portugal e várias instituições locais e internacionais, o congresso, que já se consolidou como um dos maiores encontros sobre educação empreendedora do mundo lusófono, reúne especialistas, docentes, estudantes, empreendedores e decisores políticos.
“Os municípios têm um papel importante na construção de ecossistemas que, por meio da educação, favoreçam a inovação e o empreendedorismo. Este congresso é uma oportunidade única para compartilharmos experiências e ampliarmos parcerias”, finalizou.






