
ABIPTI concede título de Sócio Benemérito ao ex-ministro Sérgio Rezende por sua contribuição histórica à inovação no Brasil
04/05/2026
A ciência como ativo estratégico: Margarida Mano expõe sobre o novo tabuleiro global da tecnologia e soberania no XI Congresso ABIPTI
05/05/2026O professor doutor da Universidade Federal de Pernambuco e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, apresentou a palestra “Ciência e Tecnologia: Essenciais para o futuro do Brasil” durante o XI Congresso ABIPTI, em São Paulo. Rezende utilizou dados do Fundo Monetário Internacional e da base Scimago para demonstrar a relação entre o Produto Interno Bruto das nações e a produção de conhecimento científico, indicando que os países com maior riqueza mantêm também os maiores índices de publicação de artigos.
“Ciência é o motor da prosperidade, sendo a tecnologia a aplicação desse conhecimento para gerar aumento de riqueza e garantir a soberania das nações”, explicou Rezende que traçou o percurso das instituições de fomento no país, desde a fundação do CNPq e da Capes em 1951 até a consolidação do Ministério da Ciência e Tecnologia em 1985.
O palestrante detalhou a evolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, expondo períodos de queda no orçamento e a retomada dos investimentos a partir de 2023, com o fim do contingenciamento de recursos. Durante a apresentação, ele destacou que “a ciência voltou” e descreveu a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o período de 2024 a 2034.
“A estratégia atual se estrutura em eixos que buscam a recuperação do sistema nacional de ciência e tecnologia, a reindustrialização em bases tecnológicas e o apoio à inovação nas empresas. A meta de elevar o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento para 2% do PIB até o ano de 2034, visando reduzir a dependência externa em setores como saúde, energia, semicondutores e defesa. A soberania é a chave para a sustentabilidade econômica, social e ambiental do nosso desenvolvimento. É necessário enfrentar e superar, com políticas públicas adequadas e consistentes, a dependência tecnológica que ainda marca grande parte da atividade econômica e social”, explicou.
Ao encerrar a exposição, o professor utilizou uma reflexão de Oswaldo Cruz sobre o papel da ciência na construção de nações fortes, instigando o público a pensar se são as nações fortes que fazem ciência ou se é a ciência que as faz fortes. Ele concluiu que a execução da nova estratégia nacional integra ciência, indústria e sociedade para a promoção do desenvolvimento e da redução das desigualdades no Brasil, declarando que o país vive a “necessidade de aprofundar o movimento de resgate e retomada da área de CT&I vivido nos últimos três anos, transformando-a em pilar do desenvolvimento soberano do Brasil”.






