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02/07/2025O presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI), Diego Menezes, participou na sexta-feira (27), do segundo Seminário Deep Techs: construindo uma política de apoio às deeptech, na Fiesp, em São Paulo. O evento integra a série de reuniões do Grupo de Trabalho promovido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Durante a abertura, o superintendente da Área de Investimento e Mercado de Capitais da Finep, Claudio Vicente Di Gioia, destacou a trajetória crescente da financiadora no apoio a empresas de base tecnológica, startups e de projetos de inovação.
“Nos últimos anos, nós visualizamos o reflexo dessa ascensão nos números dos instrumentos da Finep. Somente na área de subvenção, a Finep já aprovou R$ 2,5 bilhões em diversos setores de empresas de todos os portes, nos segmentos mais relevantes para o Brasil”, afirmou Claudio.
Ainda no painel de abertura, foi assinado o Termo de Adesão ao Protocolo de Intenções, originalmente firmado em novembro de 2024, que reafirmou o compromisso interinstitucional com a promoção da inovação de base científica no Brasil.
Ao longo das discussões, foram apresentadas propostas como a criação de um fundo nacional de apoio à propriedade intelectual, com recursos voltados ao registro e à manutenção de patentes internacionais por startups brasileiras. Também foram debatidas iniciativas para ampliar programas de assistência técnica — como os já oferecidos pela Finep, pelo INPI e pelo Sebrae — com o objetivo de acelerar o uso da propriedade industrial pelas deep techs.
O encontro foi coordenado por Fernando Peregrino, assessor da Presidência da Finep, que reafirmou o compromisso do Grupo em impulsionar o ecossistema de CT&I no Brasil e prepará-lo para os desafios globais.

Presidente da ABIPTI, Diego Menezes, o assessor da Finep, Fernando Peregrino e o físico e professor emérito da UFRJ, Luiz Davidovich
“Queremos construir a melhor política pública para o país, fomentando um agente econômico promissor, dotado de tecnologia baseada em conhecimento científico, essencial para enfrentar os complexos problemas da humanidade”, declarou Peregrino.
Segundo o presidente da ABIPTI, Diego Menezes, as deep techs têm o poder de transformar a economia e a sociedade brasileira, gerando empregos qualificados e impulsionando o crescimento econômico.
“Estamos comprometidos em apoiar a Finep nessas discussões e a trabalhar com as instituições de pesquisa e as empresas para desenvolver políticas públicas eficazes que apoiem o desenvolvimento dessas tecnologias”, ressaltou Diego.
O segundo seminário Deep Techs Brasil contou com 700 inscritos, sendo 350 presenciais. Houve destaque para a presença do público feminino, que representou 43% dos participantes, além da participação de 446 instituições. O evento reuniu representantes de 25 estados, 34 parques tecnológicos, 13 fundações de amparo à pesquisa e 65 universidades.






